O diretório é a fonte de utilizadores e grupos. Evita duplicar identidade dentro de cada aplicação.
CASE STUDY / 02
Empresa Escola de Cibersegurança
Uma organização de laboratório, não um conjunto de ferramentas isoladas
Ambiente empresarial controlado que junta diretório, IAM, aplicações, endpoints e SIEM para estudar identidade, acesso, monitorização e resposta a incidentes de ponta a ponta.
PROBLEMA
Aprender componentes isolados cria uma visão incompleta
Domínio, IAM, MFA, aplicações, endpoints e SIEM são frequentemente praticados em laboratórios diferentes. Isso esconde as dependências que aparecem numa organização real. Este projeto aproxima essas camadas num único cenário para que uma alteração de identidade possa ser seguida até ao acesso à aplicação e ao evento observado no SIEM.
OBJETIVOS
Competências que o ambiente deve permitir praticar
- Criar utilizadores, grupos e políticas num domínio Samba AD.
- Federar identidade no Keycloak.
- Aplicar SSO, MFA e RBAC a aplicações de laboratório.
- Gerar e observar falhas de autenticação.
- Recolher eventos de endpoints e aplicações no Wazuh.
- Correlacionar identidade, origem, cliente e timestamp durante uma investigação.
ARQUITETURA
Identidade como eixo central
O Samba AD mantém utilizadores e grupos. O Keycloak acrescenta federação, SSO, MFA e autorização por perfis. As aplicações consomem identidade via OIDC. Os eventos de autenticação e endpoint convergem no Wazuh para investigação.
DECISÕES TÉCNICAS
Separar responsabilidades
O Keycloak trata autenticação moderna, OIDC, SSO, MFA e mapeamento de grupos para roles, sem transformar o controlador de domínio num servidor de aplicações.
CENÁRIO DE PONTA A PONTA
Um exercício que atravessa todas as camadas
- Criar
lab.userno Samba AD e adicioná-lo ao grupo adequado. - Sincronizar ou federar o utilizador no Keycloak.
- Mapear o grupo para uma role da aplicação.
- Autenticar na aplicação através de OIDC e validar o acesso esperado.
- Gerar uma falha de login controlada.
- Recolher o evento do Keycloak e correlacioná-lo no Wazuh com utilizador, cliente, origem e timestamp.
- Registar a investigação como incidente de laboratório.
VALIDAÇÃO
Critérios de sucesso do laboratório
- O utilizador criado no diretório é reconhecido pelo IAM.
- O acesso à aplicação depende do grupo ou role esperado.
- MFA pode ser aplicado sem quebrar o fluxo base de autenticação.
- Eventos LOGIN, LOGIN_ERROR e alterações administrativas ficam observáveis.
- O Wazuh permite investigar um evento com contexto suficiente para reconstruir o percurso.
EVIDÊNCIA TÉCNICA
Cadeia de prova do cenário empresarial
Critério: um cenário só é marcado como validado quando existe observação técnica do percurso completo. Configuração documentada e evidência operacional são tratadas separadamente.
Criação de utilizadores, grupos, DNS e dependências de Kerberos estão documentadas no Identity Lab.
DocumentadoFederação LDAP, OIDC, SSO, MFA, RBAC e eventos de autenticação estão descritos de forma reproduzível.
DocumentadoFluxo de recolha e correlação está definido. A V13.1 não inventa um screenshot ou resultado de correlação que não tenha sido fornecido.
A evidenciarSequência de falha de login, correlação e investigação está preparada para execução controlada.
A executarEVIDÊNCIA VISUAL
Plano de recolha de evidência
A documentação já descreve o percurso técnico. A V13.2 prepara a página para receber provas reais desse percurso sem apresentar screenshots artificiais.
Utilizador e grupo de laboratório, com domínio e dados identificativos anonimizados quando necessário.
Federação LDAP ou configuração do cliente OIDC sem bind password, client secret ou tokens.
Autenticação numa aplicação de laboratório e desafio MFA, evitando informação pessoal.
Evento LOGIN_ERROR ou equivalente recolhido e correlacionado no SIEM.
LIMITAÇÕES
Um laboratório não é produção
O ambiente serve para reproduzir relações técnicas e operacionais. Não são apresentadas garantias de disponibilidade, escala, desempenho ou conformidade sem testes específicos. Alta disponibilidade, PKI completa, segregação de redes e recuperação de desastre pertencem a uma fase posterior.
EVOLUÇÃO
Transformar o laboratório numa pequena empresa técnica
- Adicionar aplicações com diferentes perfis OIDC.
- Introduzir Kubernetes para workloads internos.
- Centralizar mais fontes no SIEM.
- Criar playbooks de incidentes de identidade.
- Adicionar automações com aprovação e registo.
- Documentar evidências reais e resultados de cada exercício.